A crítica autêntica não destrói a fé e a fé autêntica não impede a crítica. Hans Küng


A igreja Presbiteriana que ordena gays em Davis

Uma família tradicional, papai, mamãe e filhinhos, tirando foto antes do início do culto na frente da igreja que não se opõe aos homoafetivos, pelo contrário, acolhe-os, estimulando, portanto, a decadência dos valores tradicionais, a degenerescência dos melhores costumes familiares, a devassidão proveniente de uma sexualidade não-padrão, só pode ser entendida de um modo, por alguém sagaz como eu: estratégia urdida pelo capiroto para capturar mentes incautas.

E a estratégia continuou operando porque o pastor, na liturgia, falou de coisas como a ressurreição corporal de Cristo, a direção de Deus na vida, o senso de gratidão que se deve cultivar em todos os momentos e dos quais os cânticos entoados seriam expressão. Coisas idênticas, em suma, às que ouviríamos em igrejas sérias comprometidas com a Palavra. Mas em algum momento eles se trairiam e deixariam patente seu desprezo pela Escritura, porque só a partir desse gesto tamanha aberração pode ser praticada – refiro-me, claro, ao acolhimento de homoafetivos e até à ordenação de pastores que optem por essa prática.

Mas continuemos. Antes do sermão para os adultos, as crianças foram reunidas na frente da nave e um curto sermão lhes foi pronunciado. Fiquei atento às palavras. Certamente eles devem inculcar nos pequeninos desde a mais tenra idade as ideias que deverão torná-las devassas ao crescer. Não notei nenhuma palavra nesse sentido, mas seguramente porque não estava diante de minha língua materna. Certamente alguma mensagem subliminar foi inculcada nessas indefesas mentes.

O tema do sermão para os adultos, por sua vez, foi o tempo. “What time is it?”, foi a pergunta que serviu de mote para as considerações baseadas em Eclesiastes 3, 1-8 e II Coríntios 6, 1-13. O pastor encarregado da mensagem era uma espécie de liderança da região, pois estava na igreja nesse dia para empossar o pastor que havia chegado um mês antes com o propósito de assumir o pastorado da igreja. Ele se dirigia sobretudo a pessoas de cabelo já branco, grande maioria na igreja, dizendo que não se devia olhar apenas para o passado, mas também para o futuro. Era uma espécie de encorajamento, pois ele disse que quando era jovem, sua igreja em Pasadena, ao sul da California, contava com mais de mil pessoas. Ele estava diante de umas cento e poucas agora.

Fiquei esperando pela defesa da aberração homoafetiva, mas ela não veio. O sermão continuou a se desenvolver com reflexões sobre aproveitar as oportunidades, a respeito da contribuição da igreja para a sociedade e abordou a esperança que deveria caracterizar a vivência dos fiéis. Não é possível, pensei comigo. Em algum momento eles se revelariam. E, de fato, aconteceu. 

Se retrocedo minhas observações para o início do culto, lembro-me de um garoto que adentra a nave do templo carregando uma vela, enorme, de meio metro mais ou menos. Eu sabia. Aí estava. Como não percebi isso antes? A vela é levada até o púlpito e lá fica acesa durante todo o culto. Após isso, essa mesma vela, enorme, grossa, quase meio metro, é carregada novamente até a entrada do templo e os fiéis começam a sair. Eis o símbolo da devassidão, o sinal da degradação, o culto à degeneração e vergonha, o sinal da decadência dos costumes.




Escrito por Leandro T. Almeida às 00:23:25
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